
EXATIDÃO
A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
C. Xavier
Pairando no ar com negras asas,
Observa os rumores, em silêncio plana
E observa...
Como quem de volta da morte
Ávido pela vida,
Já não espera a sorte
E a si mesmo convida,
A ver o mundo,
Olhando mais fundo,
Voando mais baixo;
Não perde um segundo
Na sua observação,
Não escolhe rumo
Nem segue o coração;
Pouco importa
O minuto a frente,
Pouco importa
O que passou de repente,
Só quer ver
Para onde vai toda essa gente
Nas esquinas ,
Nas calçadas,
Nessa escuridão,
Todos são vítimas,
Ninguém é multidão;
A fome já faz sorrir,
A cola já não engana,
O ópio é a própria gana
Do medo de sentir.
Prolonga-se o vôo
Noite a dentro,
E o olhar negro
Observa mais a frente,
Toda a angústia
Dos homens dementes
Que rompem com tudo,
Que venceram o mundo,
E agora escarnecem subjacentes
Já não sabem o que são,
Nem para onde vão.
Fazendo uma curva fechada,
Retorna para onde veio,
Certo que nesse meio
A morte já fez
seu R
......... E
............I
............. N
.................O.
Edilandio Angelim
Essa foi a poesia que ficou em 6º lugar no Festival Sertanejo de Poesia.









Sou torcedor do flamengo, desde muito tempo, influência de um tio, na realidade era muito conveniente, ele ficava todo feliz me vendo torcer, mas o que eu gostava mesmo era o tira-gosto das bebedeiras comemorativas. Depois percebi que torcer teria um tempo bem determinado, ou seja, só durante o jogo, mesmo assim sem grande euforia, afinal essa paixão nacional tem intenções ilícitas que me tira o encanto.
Hoje de madrugada, enquanto me preparava para viajar, ouvia as bombas e grupos eufóricos que viraram a noite, comemorando a vitória dos outros. Na realidade, fico estupefato ao ver como a reação ao coletivo é forte e inebriante, sem uso da razão e por muito até estúpida; levando um amontoado de gente a trocar socos e pontapés por uma causa idiota e sem razão de ser.
A pergunta é: o que muda em nossas vidas uma taça a mais prateleiras dos clubes? Não sou contra a alegria, a euforia, sou contra a enganação, o tapa olho, os exageros que tiram o foco da realidade e nos leva para o consumo de drogas imperceptíveis, utilizadas em grande escala para dopar o povo, disfarçar a realidade; imitando os circos romanos, com uma diferença, lá se falava em pão e circo, aqui só circo, e adivinha quem são os palhaços.
Tem tanta coisa boa para ser uma paixão nacional, e termos razões para sair no braço, defendendo o que nos é de direito.
Perdoem-me os aficionados, mas a vitória na realidade é deles, mais grana, mais sucesso, mas nós aqui, nada, só o gostinho da ressaca que perdura por dias, sem falar de algumas contas a serem pagas, e os prejuízos morais pelos excessos cometidos nos júbilos dissimulados.
Ontem observava a passeata, que era quilométrica, gritos, bombas, estrondos de motores, muita bebida... Parecia-me mais uma procissão, que se segui sem para onde, nesse momento é o acaso quem lidera, fazendo da vida um jogo, onde os que ganham estão além, pois do lado de cá, somos hienas brigando pelos restos, e com a pretensão de ser feliz por um instante.
Só por um instante...
Edilandio Angelim

Parabenizo e agradeço aos envolvidos e comprometidos que preenchem suas parcelas no desenvolvimento dos processos evolutivos dessa vida; mas também me entristeço com os demais que negligenciam sua postura humana e profissional. Não importa quem, e menos ainda onde, afinal, uma construção tem que ter base, estrutura e cobertura, regras simples, mas pouco entendidas num mundo que se diz competitivo e globalizado, mas descuida dos princípios da organização pessoal, do equilíbrio individua, e do apego a partilha.
Quando ignoramos as necessidades alheias, esquecemos que a lei do retorno é implacável, e principalmente que não existem crimes perfeitos, a própria consciência uma hora dessas vai despertar, e teremos que encarar suas recompensas ou castigos.
Ao me deparar com os transeuntes dessa vida, me entristeço ao ouvir o quanto se tem para reclamar, mais ainda em saber que nunca se é responsável pelo que se tem.
Fala-se muito em mudanças, mas sinto que muito do que é dito, fica só pelo não dito, sem efetivar-se na mente, no coração e na prática. Apatia, descaso, e até falta de respeito com tudo que parecemos acreditar.
Tento me conter e me engano achando que isso é natural e humano, mas retomo, e vejo que não somos mais crianças insatisfeitas que batemos o pé, e berramos, pois as coisas não são como queremos. Esquecemos ai nossos compromissos que são nossos, mas que não assumimos suas individualidades, e como esperamos que alguém faça o que é certo, alguém também nos espera.
Nesse jogo de empurra-empurra, a poluição aumenta, a violência cresce, as famílias se desfazem, os sonhos são virtuais e a realidade não passa de um simples: não é problema meu, mas o que nos aguarda, aqui e lá fora, é resultado puro e simples de tudo o que construímos, não do que acreditamos...
Quantos natais, você já tem, quantos anos novos se passaram, quantas promessas pessoais e para com os outros foram feitas, quantos próximos anos novos teremos para repetir, sem refletir, e novamente, começar um novo ano com tudo velho; velhos hábito, velhos vícios, sorrisos velhos, restando de novo, só a velha esperança, que não morreu, mas está em coma desde o dia em que Papai Noel feneceu, e nós tristemente deixamos de ser criança.
Como eu queria todos os dias, a eternidade de um sorriso natalino, a candura dos abraços das viradas de ano, não nos importando a quem abraçamos e cumprimentados nas praças de Reveillon.
Proponho que não mais façamos promessas, mas efetivemos compromissos, que não nos abarrotemos de possibilidades que saturem nossos sonhos, mas na integridade de poucas palavras possamos dizer sem medo de ser feliz, esse será o ano em que farei valer cada palavra e pensamento positivo, pois mais que querer, serei o fazer, mais que esperar, viverei o acontecer. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
Não apenas deseje nem queira um feliz natal e um próspero ano novo, perpetre...
Edilandio Angelim

A bíblia diz que o amor dinheiro é a raiz de todos os males, olhando secamente não dá para entender, mas quando falamos do dinheiro pelo dinheiro, fica mais fácil de compreender. Quando trabalhamos com propósitos, tipo, ter uma vida digna, comprar algo, gozar umas férias, ir ao cinema, etc., existe um sentido para o dinheiro e ele é de grande utilidade, mas quando excede o necessário, quando partimos para o acúmulo, ele vira o próprio inferno, vai embora a razão, aflora o egoísmo, entra a falta do amor próprio. Nós viramos o que podemos comprar, já não temos mais amigos, só interesseiros, perdemos a segurança, a vida de nossos familiares passa a ser constantemente ameaçadas e por ai vai...
A liberdade de ser gente comum, não na propriedade do comum, mas de poder andar livremente, conversar, ter amigos pela amizade, ter necessidades e ficar feliz com as vitórias mais simples, pagar micos junto aos amigos, comer sujando as mãos, sentar no chão e brincar feito criança, viver com toda dignidade e qualidades de um ser humano limitado, mas com a grandeza de ser autêntico.
Pense nisso e seja Feliz
Edilandio Angelim









(Sobre o aborto) É uma pobreza decidir que uma criança deve morrer para que possamos viver como desejamos.”
“Nós mesmos sentimos que o que fazemos é uma gota no oceano. Mas o oceano seria menor se essa gota faltasse.”
“O milagre não é realizarmos esse trabalho, mas que sejamos felizes fazendo-o.”
“Encontrei um paradoxo, que se você amar até doer, não poderá haver mais dor, somente amor.”
“Sei que Deus não me dará nada que eu não possa lidar. Apenas gostaria que Ele não confiasse tanto em mim.”
“Palavras que não trazem a luz do Cristo aumentam as trevas.”
Madre Teresa



